My Mad Fat Diary

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Eu sempre fui uma criança/adolescente/adulta gordinha. Nunca fui gorda, mas também nunca fui magra. No entanto, sempre fui também daquelas que subia na balança e se sentia mal com o que via. Já passei fases em que emagreci muito ou em que engordei muito por questões de ansiedade. O sentimento de “inadequação” sempre foi grande em mim. Sou relativamente alta para padrões orientais, com a parte superior do corpo grande. Se eu fosse homem, eu seria gato. Mas pra uma mulher, o formato do meu corpo é deveras esquisito (e.g., ombros largos, peitoral e costas largas, pouca cintura, quadril estreito, etc). Quando adolescente, eu não era exatamente a guria mais popular do colégio. Era o esteriótipo awkward Asian, que entre os 15 a 17 anos resolveu que era legal virar rebelde sem calças e fazer coisas de adolescente que acha que é rebelde. E isso me proveu vários pontos de skill em making friends with guys. Me vestia como um garoto, ficava bêbada com vinho e cerveja, não usava maquiagem e era engraçada. Logo, os guris viam um potencial amigo em mim. Um dos exemplos extremos se deu durante a faculdade, onde sempre fui a fim de um carinha (pegaria fácil até hoje), que me colocou integralmente na friendzone ao falar que sempre me viu como um cara legal. (WTF?)

E foi assim que me identifiquei com Rae Earl, de My Mad Fat Diary, seriado inglês do canal E4, que estreou no início desse ano. O seriado se passa em Lincolnshire nos anos 90, época de ouro da MTV e de bandas como Oasis, Rage Against the Machine, Nirvana e Third Eye Blind. Ele conta a história de Rae, que na época tinha 16 anos, e que, devido a um transtorno alimentar e uma crise aguda de ansiedade, acaba parando em um hospital psiquiátrico. A série começa com o primeiro dia de Rae depois de receber alta. Basicamente, a história é narrada através do seu diário, o qual ela usa, como modo de terapia, para registrar todos os seus pensamentos e impressões sobre a vida. Rae odeia a si mesma. Ela é obesa, se acha feia, não tem pai e mora com uma mãe que aparentemente não gosta dela. Fora do hospital psiquiátrico, Rae não tem amigos. E Rae está apreensiva com o que ela vai encontrar no mundo fora do hospital. Até que ela reencontra Chloe Harris, sua melhor amiga de infância.

Não quero me prolongar contando a história do seriado até porque vai estragar as surpresas para quem quer assistir. A série é bem curtinha, a primeira temporada só tem 6 episódios, todos de aproximadamente 45 minutos. A trilha sonora é fantástica, com clássicos como Oasis, The Smiths, The Cure, Mazzy Star e todas aquelas coisas boas que a gente ouvia naquela época (a gente, leia-se nós que estamos pela casa dos 30). A história e a personagem principal vão te cativando, te fazendo torcer por ela e pelos amigos dela que você vai conhecendo com o andar da série. Por um lado a história é doce, por outro fica amargo por causa dos conflitos internos de Rae e seus problemas psicológicos. Bittersweet é a palavra que melhor define esta história.

Rae é aquela guria de quem eu quero ser a melhor amiga, beber uma pint junto, trocar CDs e segredos. Ela é doce e engraçada, e tem um gosto musical muito bom. E o seriado termina com aquele gostinho de que você quer acompanhar mais a vida de Rae porque você quer saber como ela está. Porque você quer saber o que aconteceu com ela e o grupo de amigos dela.

… e ainda tem aquela gracinha que é o Finn, com aquela carinha de menininho abandonado que você quer levar pra casa e “cuidar”. 

finn

E pra quem ficou interessado e não quer baixar os episódios no Pipitoopi, aqui estão os links no Youtube:

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