Monday Mornings

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Eu nunca consegui explicar minha fascinação por seriados médicos. Deve ser porque eu sempre fui circulada por médicos em casa (minha irmã é oftalmologista, minha tia anestesista e o meu tio é clínico geral). Ou porque eu sou hipocondríaca. Quando passava Plantão Médico (Emergency Room) na Globo, eu ainda era meio novinha e não entendia muito bem o que estava acontecendo, mas eu lembro de ficar entretida assistindo as pessoinhas de scrubs verdes andando para cá e para lá. House M.D. me ganhou no primeiro episódio, com o humor ácido do Dr. House e aqueles casos clínicos mirabolantes que ele sempre acabava solucionando no final. Ficava realmente tensa. It’s not lupus!

Aí comecei a assistir Grey’s Anatomy (aliás, você sabia que o título da série é um trocadilho com um livro de anatomia clássico chamado Gray’s Anatomy? Não, pois é!). Admito que o dramalhão dos personagens principais me envolviam, mas os episódios que eu mais gostava/gosto são os que têm aqueles acidentes gigantes com traumas e membros amputados pra todo lado. E com a chegada do final da 8ª temporada, comecei a procurar algum outro seriado médico pra ficar viciadinha enquanto a 9ª temporada não chegava no Netflix. Óbvio que não resisti e baixei todos os eps da 9ª temporada disponíveis. E vendo o que andava passando, descobri o tal de Monday Mornings. Seriado dramático com cirurgiões!!! E ainda com Alfred Molina e Ving Rhames! Já é, pensei. Fui lá no pipitwopi e peguei emprestado os capítulos da primeira temporada. O título da série se dá porque todas as segundas-feiras pela manhã, o chief of staff invoca uma reunião, onde os cirurgiões discutem os casos da semana que se passou e erros médicos são apontados. E essa parte é tensa. O resto é um Grey’s Anatomy wannabe.

Tenho que admitir que existem três personagens que me cativaram, que são o Gato (Dr. Villanueva), interpretado pelo Ving Rhames, Dr. Harding Hooten, chief of staff e interpretado por Alfred Molina, e o Dr. Sung Park, interpretado por Keong Sim e neurocirurgião coreano com dificuldades no inglês que tem as melhores frases da série. E só. Os outros médicos mais novos não fedem nem cheiram, e mesmo que eles tentem colocar uma certa carga dramática neles, fica um Grey’s Anatomy muuuuito aquém. Jaime Bamber só é legal como o Adaminha de Battlestar Galactica, não convence nem um pouco como neurocirurgião, tampouco como reprodução de McDreamy (ok, no momento ele ainda está visualmente menos caído que o Patrick Dempsey). A loirinha what’shername e a outra Dra. Cardiothoraxic Surgeon, que tentam reproduzir a duplinha Merechata & Cristina Yang, mas não convencem nem um pouco. Os casos médicos… Hm… Nhé. Cadê sangue, drama e near death patients?

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