Orange is the New Black

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“Tenho medo de não ser eu mesma aqui. E tenho medo de ser.”

“Zappeando” pela Netflix, eis que me deparo com este baita banner, anunciando a nova série exclusiva da Netflix. Baseada no livro homônimo de Piper Kerman, conta a história de Piper Chapman, uma moça de classe média-alta, quase 30 anos, noiva, que acaba sendo condenada a cumprir pena na prisão de Litchfield por ter cooperado com um cartel de drogas por causa de um relacionamento lésbico com Alex Vause. Com o decorrer da série, você acompanha como Piper se vira na prisão e também vai conhecendo as demais companheiras de cárcere de Piper. Além disso, em cada episódio o espectador é introduzido ao passado de uma delas através de flashbacks. Ele ainda fica conhecendo o funcionamento de uma prisão feminina nos EUA e os abusos que as detentas sofrem pelos policiais carcerários.

A série em si é uma comédia, com momentos bastante engraçados e piadas inteligentes. Mas há momentos bastante dramáticos, de ficar com água nos olhos. Há algumas cenas bem explícitas, principalmente de sexo lésbico. Estaria Netflix virando a nova HBO?

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Monday Mornings

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Eu nunca consegui explicar minha fascinação por seriados médicos. Deve ser porque eu sempre fui circulada por médicos em casa (minha irmã é oftalmologista, minha tia anestesista e o meu tio é clínico geral). Ou porque eu sou hipocondríaca. Quando passava Plantão Médico (Emergency Room) na Globo, eu ainda era meio novinha e não entendia muito bem o que estava acontecendo, mas eu lembro de ficar entretida assistindo as pessoinhas de scrubs verdes andando para cá e para lá. House M.D. me ganhou no primeiro episódio, com o humor ácido do Dr. House e aqueles casos clínicos mirabolantes que ele sempre acabava solucionando no final. Ficava realmente tensa. It’s not lupus!

Aí comecei a assistir Grey’s Anatomy (aliás, você sabia que o título da série é um trocadilho com um livro de anatomia clássico chamado Gray’s Anatomy? Não, pois é!). Admito que o dramalhão dos personagens principais me envolviam, mas os episódios que eu mais gostava/gosto são os que têm aqueles acidentes gigantes com traumas e membros amputados pra todo lado. E com a chegada do final da 8ª temporada, comecei a procurar algum outro seriado médico pra ficar viciadinha enquanto a 9ª temporada não chegava no Netflix. Óbvio que não resisti e baixei todos os eps da 9ª temporada disponíveis. E vendo o que andava passando, descobri o tal de Monday Mornings. Seriado dramático com cirurgiões!!! E ainda com Alfred Molina e Ving Rhames! Já é, pensei. Fui lá no pipitwopi e peguei emprestado os capítulos da primeira temporada. O título da série se dá porque todas as segundas-feiras pela manhã, o chief of staff invoca uma reunião, onde os cirurgiões discutem os casos da semana que se passou e erros médicos são apontados. E essa parte é tensa. O resto é um Grey’s Anatomy wannabe.

Tenho que admitir que existem três personagens que me cativaram, que são o Gato (Dr. Villanueva), interpretado pelo Ving Rhames, Dr. Harding Hooten, chief of staff e interpretado por Alfred Molina, e o Dr. Sung Park, interpretado por Keong Sim e neurocirurgião coreano com dificuldades no inglês que tem as melhores frases da série. E só. Os outros médicos mais novos não fedem nem cheiram, e mesmo que eles tentem colocar uma certa carga dramática neles, fica um Grey’s Anatomy muuuuito aquém. Jaime Bamber só é legal como o Adaminha de Battlestar Galactica, não convence nem um pouco como neurocirurgião, tampouco como reprodução de McDreamy (ok, no momento ele ainda está visualmente menos caído que o Patrick Dempsey). A loirinha what’shername e a outra Dra. Cardiothoraxic Surgeon, que tentam reproduzir a duplinha Merechata & Cristina Yang, mas não convencem nem um pouco. Os casos médicos… Hm… Nhé. Cadê sangue, drama e near death patients?

My Mad Fat Diary

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Eu sempre fui uma criança/adolescente/adulta gordinha. Nunca fui gorda, mas também nunca fui magra. No entanto, sempre fui também daquelas que subia na balança e se sentia mal com o que via. Já passei fases em que emagreci muito ou em que engordei muito por questões de ansiedade. O sentimento de “inadequação” sempre foi grande em mim. Sou relativamente alta para padrões orientais, com a parte superior do corpo grande. Se eu fosse homem, eu seria gato. Mas pra uma mulher, o formato do meu corpo é deveras esquisito (e.g., ombros largos, peitoral e costas largas, pouca cintura, quadril estreito, etc). Quando adolescente, eu não era exatamente a guria mais popular do colégio. Era o esteriótipo awkward Asian, que entre os 15 a 17 anos resolveu que era legal virar rebelde sem calças e fazer coisas de adolescente que acha que é rebelde. E isso me proveu vários pontos de skill em making friends with guys. Me vestia como um garoto, ficava bêbada com vinho e cerveja, não usava maquiagem e era engraçada. Logo, os guris viam um potencial amigo em mim. Um dos exemplos extremos se deu durante a faculdade, onde sempre fui a fim de um carinha (pegaria fácil até hoje), que me colocou integralmente na friendzone ao falar que sempre me viu como um cara legal. (WTF?)

E foi assim que me identifiquei com Rae Earl, de My Mad Fat Diary, seriado inglês do canal E4, que estreou no início desse ano. O seriado se passa em Lincolnshire nos anos 90, época de ouro da MTV e de bandas como Oasis, Rage Against the Machine, Nirvana e Third Eye Blind. Ele conta a história de Rae, que na época tinha 16 anos, e que, devido a um transtorno alimentar e uma crise aguda de ansiedade, acaba parando em um hospital psiquiátrico. A série começa com o primeiro dia de Rae depois de receber alta. Basicamente, a história é narrada através do seu diário, o qual ela usa, como modo de terapia, para registrar todos os seus pensamentos e impressões sobre a vida. Rae odeia a si mesma. Ela é obesa, se acha feia, não tem pai e mora com uma mãe que aparentemente não gosta dela. Fora do hospital psiquiátrico, Rae não tem amigos. E Rae está apreensiva com o que ela vai encontrar no mundo fora do hospital. Até que ela reencontra Chloe Harris, sua melhor amiga de infância.

Não quero me prolongar contando a história do seriado até porque vai estragar as surpresas para quem quer assistir. A série é bem curtinha, a primeira temporada só tem 6 episódios, todos de aproximadamente 45 minutos. A trilha sonora é fantástica, com clássicos como Oasis, The Smiths, The Cure, Mazzy Star e todas aquelas coisas boas que a gente ouvia naquela época (a gente, leia-se nós que estamos pela casa dos 30). A história e a personagem principal vão te cativando, te fazendo torcer por ela e pelos amigos dela que você vai conhecendo com o andar da série. Por um lado a história é doce, por outro fica amargo por causa dos conflitos internos de Rae e seus problemas psicológicos. Bittersweet é a palavra que melhor define esta história.

Rae é aquela guria de quem eu quero ser a melhor amiga, beber uma pint junto, trocar CDs e segredos. Ela é doce e engraçada, e tem um gosto musical muito bom. E o seriado termina com aquele gostinho de que você quer acompanhar mais a vida de Rae porque você quer saber como ela está. Porque você quer saber o que aconteceu com ela e o grupo de amigos dela.

… e ainda tem aquela gracinha que é o Finn, com aquela carinha de menininho abandonado que você quer levar pra casa e “cuidar”. 

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E pra quem ficou interessado e não quer baixar os episódios no Pipitoopi, aqui estão os links no Youtube:

Muppets

Muppets

Eu cresci assistindo Muppets Babies na SBT. Achava a Miss Piggy uma chata e tinha pena do Caco. Quando cresci, comecei a me identificar mais com o Fozzy, por motivos óbvios. Juro que já cogitei várias vezes adquirir uma galinha de borracha. Meu toque de celular é Manah-manah (tu-tu-tururu) e toda vez que eu escuto Bohemian Rhapsody do Queen, o vídeo dos Muppets começa a tocar na minha cabeça.

E aí que quando eu descobri que ia sair um filme dos Muppets, eu fiquei com mixed feelings. Sabe como é, medo de exageros em efeitos especiais ou uma historinha rasa só pra conseguir lucrar algum dinheirinho com fãs. Acabou que não fui muito atrás do filme (aqui na Alemanha é muito difícil achar filmes na língua original) e esperei pra ver no Pipitwopi (P2P), ou Netflix ou DVD. Aí que o Lovefilm me mandou o Blu-ray deles. Esperei, vi primeiro o Aventuras de Tintim, que também é bem divertido. E aí, depois de um dia longo trabalhando no paper (que eu deveria estar trabalhando agora ao invés de ficar blogando), coloquei pra assistir. Namorido estava bem cético, ele não conhecia Muppets, confundiu com Vila Sésamo. A história gira em torno de que querem comprar o Estúdio dos Muppets e destruí-lo, e para evitar isso, os Muppets precisam juntar 10 milhões de dólares pra comprar os estúdios de volta.

O início com o Jason Segel mongolando e a Amy Adams cantando… CHATO. Aliás, esses personagens são bem dispensáveis. Eles são importantes ganchos pra história, mas as partes em que eles aparecem são beeeeeem chatinhas. Fiquei com medo do filme ser ruim. Mas a coisa muda quando os Muppets aparecem. Eu parecia criança rindo de piadas bestas. E as participações especiais… Ah, essas são fantásticas. Uma ótima homenagem a estes ícones da infância que são os Muppets. E as musiquinhas são ótimas. No final eu estava batendo palmas e balançando a cabeça. Acho que deixei de ser adulta por 1 hora e voltei a ser criança. Recomendo pra quem quer desligar a cabeça um pouquinho e ser feliz com músicas e fantoches cheios de personalidade.

A Anatomia da Grey

ImageEste é o melhor título que esta série poderia receber. Para variar, Sílvio Santos acertou em suas escolhas. 

AVISO: ESSE POST CONTÉM SPOILERS! DEPOIS NÃO DIZ QUE EU NÃO AVISEI! TÔ BOTANDO BEM GRANDE AQUI PRA AVISAR! Ó, NÃO DIZ QUE EU NÃO AVISEI, VIU?

E aí que eu sempre gostei muito de Dr. House e eu fiquei muito triste quando a série acabou. Não pelos dramas que aconteciam no meio da série, mas mais por causa dos casos clínicos mesmo. A parte engraçada é que minha pressão baixa só de pensar em sangue, já aconteceram inúmeras vezes de eu black out só por causa de um cortezinho feito com a lâmina enquanto depilava as pernas. Sério. Mas o caso é que eu gosto de seriado de médico por causa das doenças. Deve ser porque sou hipocondríaca.

O caso é que eu comecei a assistir a Grey’s Anatomy (ou “A Anatomia de Grey” – I just can’t get enough :-)) por curiosidade (e tédio). Eu já sabia que se tratava de um dramalhão, que Patrick Dempsey atuava na série, que a Katherine Heigl meio que estourou por causa da série, bla bla bla. Então eu cometi o erro de clicar no link “assistir”.

Gente, que série ruim! No início até tinha o potencial, dos ambiciosos internos escalando o seu caminho para o topo, mas ficou por aí! Primeiro que a Merechata Grey é chata. Ela tem problemas com abandono. Certo. Certo?!? A guria ficou chorando a segunda temporada inteira porque o McDreamy lá não quis ela. Daí quando eles finalmente ficam juntos, ela começa a ter ataque de pelanca e afastar o cara. Affe. Vá ser complicada na terra que te partiu. Daí tem o resto da turminha. Nem vou entrar em muitos detalhes porque vou acabar me alongando demais. A maioria tem a profundidade de um pires. Se apaixonam e desapaixonam como trocam de roupa íntima. A única interna que permanece com a mesma personalidade porque faz o típico estereótipo asiático-filho-de-imigrantes (e não mais que isso) é a Cristina Yang. O resto é um ninguém é de ninguém e a Izzie Stevens é de todo mundo! Todo mundo dorme com todo mundo, se esfregam por todos os cantos do hospital. Eu me pergunto se usam camisinha nas rapidinhas, e se sim, onde se desfazem delas. Depois de começar a assistir a esse seriado, fiquei com medo de me encostar nas paredes e bancos dos hospitais. Vai saber por onde os médicos andaram e o que eles fizeram por lá! Assepsia pra quê, não é?

Já não bastasse esse vuco-vuco enlouquecido de pessoas que, segundo o próprio seriado, não têm vida fora do hospital, são os casos médicos. Algumas coisas ainda são interessantes, mas BEBÊ MECÂNICO COM MOVIMENTOS DE ROBÔ? Poxa, tava tão ruim de orçamento assim? Ou bebês recém nascidos que têm tamanho de bebês de 3 meses! Pelo menos eles não economizam na groselha pro sangue.

Em suma, a série não tem nada pra ser boa, mas é sucesso mundial e… E… Eu não consigo parar de assistir!!! Seria uma decorrência do meu frágil caso clínico de ser facilmente entretível? Só sei que já estou na quarta (!!!) temporada e estou extremamente decepcionada que uma das minhas personagens favoritas, a Dra. Addison Montgomery, linda, ruiva e a única que talvez fosse um pouco mais centrada lá dentro com alguma personalidade mais definida, ela simplesmente SOME no início da quarta temporada, sem qualquer explicação mais concreta. Tanta série boa pra assistir, e eu assistindo à Anatomia da Grey…